Texto: Eclesiastes 10. 1-20
“As palavras da boca do sábio são cheias de
graça, mas os lábios do tolo o devoram.” (v. 12)
As palavra que proferimos identificam nosso nível de
sabedoria.
Li sobre um pai que, cansado das loucuras do filho,
deu-lhe um ultimato: “Vá embora, e não volte nunca mais”. Chocado, aquele filho
ao sair pela porta, ainda perguntou ao pai: “O senhor está falando sério, pai?
Não é mesmo para eu voltar nunca mais?” Num momento de insensatez, aquele pai
respondeu: “Estou falando sério. Não quero ver você mais aqui”. E de fato,
nunca mais o viu, pois o jovem saiu e suicidou-se.
Num momento em que o filho precisava ouvir palavras
de graça, ouviu palavras de um pai tolo que não sabia o que era a graça e o
perdão. Graça – que é favor imerecido, era tudo o que aquele jovem estava
precisando. Um pai sábio, cheio de amor e compaixão, daria ao moço palavras de
repreensão, sim, mas de disciplina amorosa e de perdão, que poderiam fazer toda
a diferença na vida do filho. Mas a falta de sabedoria nas palavras de um pai
destruiu duas vidas, a do jovem a sua própria, pois ficou arrasado, cheio de
arrependimento e sem se perdoar.
Escrevendo aos Colossenses, Paulo recomenda “A vossa palavra seja sempre com graça,
temperada com sal, para saberdes como deveis responder a cada um” (Cl 4.6).
Essa recomendação é para nós também. Palavras de graça edificam, transformam,
inspiram, são capazes de quebrantar corações e diminuir as tensões. Palavras
duras destroem, acrescentam aborrecimentos, matam sentimentos e amizades. Podem
matar até vidas!
Peçamos a Deus que nos dê sempre a sabedoria de
só pronunciarmos palavras cheias de graça. Será muito bom para os outros e mais
ainda para quem as profere.
Reflexão retirada do Manancial,
escrita por Dulce Consuelo Purin.


0 comentários:
Postar um comentário